Produzindo...
Cronica
Essa é uma proposta de produção, sugerida pela professora de Língua Portuguesa. É uma cronica baseada em uma imagem. Espero que vocês gostem!
Saudades mortíferas
Hoje acordei sem vontade de me levantar. Já havia passado 3 anos da viagem de Ferdinando e até agora as notícias não foram muitas. Mesmo lutando contra o cansaço físico e emocional, consegui erguer as pernas e arrancá-las para fora de minha preciosa cama.
Sem muito ânimo fui até o banheiro e lavei meu rosto com a água límpida da pia, a procura de lavar a dor que me cercava. Daí em diante, um incômodo tomou conta de mim e tive de perambular pela casa, em busca de conforto, que parecia inexistente.
Quase inconscientemente entrei no quarto em que costumava passar as noites junto á Ferdinando; sem sombra de dúvida, as melhores noites de amor, sorrisos e carinho. Agora, não passavam de um monte de objetos inanimados, que me trazem apenas, lembranças vagas.
Lentamente, vou em direção a velha janela de madeira que sempre assistiu a todos os meus problemas e como se fosse uma velha amiga, caio no choro igual a uma criança.
Depois de minutos em pranto, recomponho-me e fico debruçada na janela, observando o rio que não parecia se importar com minha pequena presença, ele não ligava se minhas lágrimas salgadas transpassassem a água doce de seu majestoso reino.
Por um milésimo de segundos, pego o lenço branco que meu companheiro havia deixado, pouco antes de partir para a grande metrópole. Ele sempre disse que enquanto existisse amor, ele nunca me abandonaria.
Independente de tudo, o sentimento de traição tomou conta de todo o meu corpo. E como se fosse enamorada do rio, torno-me um só com ele. Dessa vez, suas lágrimas doces atravessaram minha alma amargurada.